Como criar e manter o padrão de qualidade na Odontologia

Padrão de qualidade na Odontologia

Todo dentista se esforça para fazer o seu melhor. Estou falando de procedimentos clínicos e se você estuda, vai a congressos, faz pós graduações, estuda via internet ou mesmo assina uma revista é porque se atenta para a melhoria do seu trabalho. Ninguém quer ser medíocre e a busca por crescimento é uma constante entre profissionais dentistas. Agora não basta somente se atentar para a sua melhoria, o seu desenvolvimento, para que você aprenda a ser melhor e fazer melhor… Você simplesmente não consegue ser melhor sozinho.

Para estabelecer padrões de qualidade o envolvimento da equipe, dos funcionários e de todos que se envolvem direta ou indiretamente com a odontologia, o dentista precisa ampliar sua atuação e se atentar também para as ações e atitudes dessas pessoas, e que afetam a percepção do paciente ou a própria qualidade do trabalho odontológico.

Estamos falando de Procedimento Operacional Padrão.

Um Procedimento Padrão na odontologia é uma descrição cronológica e explicativa do passo a passo de cada função do consultório. Por exemplo: quando pensamos em “qualidade no tratamento”, quase sempre o dentista se atenta para os materiais e as técnicas que serão utilizadas. Parece haver um senso comum de que se o profissional está tecnicamente capacitado, se utiliza uma excelente resina, sistemas adesivos de alto desempenho, sistemas de polimento confortáveis e que resultam em ótima estética, já temos aí a “qualidade” necessária. Esse é um erro comum entre dentistas.

A “qualidade” é comprovada em dois níveis: o primeiro é o nível técnico e de base, onde realmente o domínio da técnica odontológica e o uso de bons materiais são “obrigatórios”. Não há de se falar em qualidade com a utilização de materiais de segunda linha. O segundo nível de percepção é o do paciente: Pela condição de ser leigo, o paciente não sabe se a silicone de adição tem melhores propriedades do que a de condensação, também não sabe se a resina A é melhor do que a B, ou mesmo que o implante X tem superfícies com propriedades biologicamente melhores. Para o paciente a “qualidade” é percebida por outros fatores: organização, atenção no atendimento, cumprimento do combinado e, é claro, pelo atendimento recebido do dentista… Agora note que o atendimento clínico representa uma parte da percepção total do cliente.

A conclusão é que o paciente percebe muito mais do que o atendimento clínico. E também que ele não percebe nada da qualidade dos insumos odontológicos de base (obs: afirmei acima que para se ter “qualidade” os insumos precisam ter qualidade. Ok?)

A percepção do cliente está, assim, condicionada ao Procedimento Operacional Padrão, que nada mais é do que uma sequência dos passos “totais” do contato com o cliente. Existem métodos para se construir o Procedimento Operacional Padrão e para ter uma visão mais completa eu recomendo que você assista ao vídeo que está aqui nesta página, logo acima do texto.

Weder Carneiro curso
curso secretaria gerente

Um abraço,

Weder Carneiro.

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