Por que alguns dentistas têm funcionários medíocres mesmo ensinando várias vezes?

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Todo dentista precisa de funcionários para que o consultório odontológico tenha organização, higiene, atendimento das demandas dos pacientes e uma outra infinidade de pequenas ações que, juntas, determinam se o local é ou não organizado. Se por um lado a organização impacta diretamente nos lucros do seu consultório, na indicação de novos clientes e na respeito que a clínica adquire ao olhos dos clientes, por outro os dentistas “suam”, tentam e até brigam com sua equipe para que os processos fiquem nos eixos. Ocorre que o dentista típico não teve a formação ideal para lidar com esses funcionários na faculdade. Assim restam duas opções: ou aprende as custas de muita briga, perdas e chateações, ou aprende certo logo da primeira vez. Esse artigo está aqui para ajudar você com isso e, quando terminar, assista ao vídeo logo acima que vai ampliar seu entendimento.

Entenda uma coisa antes de continuarmos: nenhum funcionário vem pronto. E, se viesse, o que manteria ele na linha seria a sua conduta. O seu exemplo.

Todo funcionário precisa ser treinando e ter autonomia para executar o que foi ensinado. Isso significa que o dentista precisa ensinar o que se faz, como se faz e quando se faz, bem como quais são os limites em que aquele funcionário pode tomar decisões sozinho ou precisa do aval do superior. Não só o que fazer precisa ser ensinado mas também o que não fazer. Na verdade acho que nem sei dizer qual dos dois é mais importante.

Agora você pode até estar ciente do que eu escrevi acima, mas talvez não saiba as formas de aprendizado que todos nós temos, inclusive seus funcionários. Existe o aprendizado formal, falado e o aprendizado inconsciente… Esse último é o xis da questão. Me acompanhe:

Quando você ensina sua secretária a manter todas as fichas clínicas organizadas, de forma que que todos tenham acesso fácil no momento em que precisarem, acredito que ela entende e aprende como fazer. Agora por que será que de tempos em tempos o dentista precisa chamar a atenção? Brigar? Reclamar que já ensinou e não está sendo feito?

A resposta está no aprendizado inconsciente que você inseriu no funcionário… ou seja: a culpa também é sua.

Se uma funcionária que deveria estar fazendo uma tarefa (organizando as fichas) não faz isso porque esteve “ocupada” respondendo seu What app pessoal, ou mesmo conversando sobre assuntos alheios ao consultório com outro funcionário e não teve “tempo” de fazer o que deveria, o que acontece com ela?

Se o dentista vê seu funcionário fazendo o que não deveria durante o trabalho, e deixando de lado tarefas necessárias naquele momento, ele está ensinando para o funcionáiro que, na prática, não acontece nada quando uma tarefa não é feita como deveria. Esse é o aprendizado inconsciente que o dentista acabou de fazer.

Agora me acompanhe novamente: se o dentista ensina o funcionário como fazer a tarefa necessária uma vez por mês, ou somente quando não aguenta mais ver descasos sucessivos, mas ensina duas a três vezes por dia que nada vai acontecer se o funcionário não fizer, qual dos dois aprendizados será fortalecido na mente do funcionário?

Por esse motivo reforço: lidere pelo exemplo e cumpra suas palavras. Se você disse que algo tem que ser feito, ensinou a fazer, certificou-se que o funcionário aprendeu, cuide para que tudo que você ensinou não seja substituído pelo descuido de não observá-los e agir pontualmente.

Weder Carneiro curso

Um abraço,

Weder Carneiro.

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