Odontologia Integrativa, Anatomia Aplicada e Marketing elevam o patamar da Harmonização Orofacial

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O mercado de Harmonização Orofacial têm crescido muito acima da média de todos os outros procedimentos em saúde/estética. Particularmente no Brasil, onde a atenção para a estética possui uma forte presença cultural. Algumas pesquisas já apontaram que, até 2020, o Brasil será o 2­º maior mercado de estética do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos. Na Odontologia, o crescimento nos últimos 10 anos esteve acima de 100% ao ano, especialmente ganhando a preferência dos pacientes na escolha do dentista como profissional que entrega melhores resultados estéticos, em detrimento aos tracionais procedimentos da cirurgia plástica. Por outro lado, esses bons resultados são dependentes de um bom diagnóstico, para depois haver a proposição de opções terapêuticas. Nesse sentido, destacamos abaixo 4 principais pontos que o Cirurgião-dentista precisa dominar para ter segurança nos seus diagnósticos, planejamentos e sucesso nas terapias. Este conteúdo foi produzido durante o Advanced International Orofacial Aesthetics – Hospital Nicholson Center, Orlando, Flórida.

 

  • Remodelação Óssea da face:

Durante o processo natural de envelhecimento ocorre a remodelação dos ossos da face. Como sabido, os ossos são a base de sustentação muscular, influenciando no contorno facial. Assim, como o passar dos anos, este remodelamento causa ptose dos músculos faciais e, consequentemente, da derme que o reveste, fazendo com que o paciente perca as características de jovialidade. Para contrapor esse processo, as terapias mais indicadas são os preenchedores e, como coadjuvante, fios de sustentação, como os fios de PDO e o processo de lift facial.

 

  • Remodelação da gordura subcutânea:

A gordura subcutânea é outro tecido que sofre alterações com o aumento da idade. Este tecido perde massa e inserção, e como resultado o tecido muscular adjacente sofre descolamentos, revelando, assim, os sinais da idade. Como meios de tratamento destacamos o uso de laser de baixa potência, alguns tipos de biomateriais preenchedores e terapias com PRF (Plasma Rico em Fibrina). Esses procedimentos devolvem a tenacidade muscular e a da pele, minimizando o efeito que a alteração da gordura imputa naturalmente.

 

  • Alterações sistêmicas do metabolismo:

A dinâmica do metabolismo também é alterada pelo passar dos anos. Diminuição da vascularização, alterações hormonais, alteração da resposta fisiológica aos macro e micronutrientes determinam alterações que resultam em: aumento dos processos degenerativos, alterações da resposta inflamatória e formação de radicais livres. Tudo isso intensifica muito o processo de envelhecimento físico e, obviamente, facial. Terapias de modulação hormonal, terapias integrativas para identintificação das alterações dos macro e micronutrientes e sua correta restituição ao paciente, quando corretamente indicada pelo Cirurgião-dentista, potencializa os resultados clínicos das clássicas terapias de: botox, laser, preenchimentos com biomateriais, lifts faciais, microagulhamentos, dentre outros.

O pulo do gato é compreender que a percepção sistêmica do paciente pelo Cirurgião-dentista é um forte influenciador dos bons resultados nos pacientes.

 

  • Análise cefalométrica:

Aqui entra um diferencial que os dentistas possuem a outros profissionais de saúde: quando o Cirurgião-dentista reune informações cefalométricas no processo de diagnóstico, seus resultados são sempre mais previsíveis. Pacientes classe II esquelética, por exemplo, podem ser suavizados com uso de biomateriais preenchedores na região mentual. Pacientes com padrão de crescimento vertical, por sua vez, geralmente possuem pouca projeção malar, seguramente indicando ganhos com uso de biomateriais preenchedores nessa região. Por fim, também nos casos de perda vertical de oclusão, que intensificam as linhas peribucais, o uso de fios de sustentação e terapias do estímulos do colágeno, seguramente trazem bons resultados ao paciente.

 

É óbvio que, nesse artigo, não poderíamos listar todas as alterações, bem como todas as possíveis terapias indicadas, incluindo às relacionadas ao próprio tratamento oclusal do paciente.

 

Ao Cirurgião-dentista aspirante ao domínio da Harmonização Orofacial, ou então, aqueles que já possuem experiência nessa nova área, ponderamos que uma profunda base de conhecimento anatômico, tanto teórico como prático – nesse quesito o estudo em cadáver – é um grande diferencial na segurança para diagnóstico e indicação das inúmeras técnicas disponíveis. Um segundo ponto indispensável, que indicamos para todos os profissionais que atuam com Harmonização Orofacial, é o domínio do efeito bioquímico dos: macro e micronutrientes, hormônios e, por fim, da própria fisiologia do envelhecimento. Juntos esses fenômenos, quando corretamente diagnosticados, corroboram para resultados melhores, pacientes mais felizes e profissionais mais reconhecidos.

 

Por:

Profª Maria Bibiana

Profº Weder Carneiro

 

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