Medo da anestesia afasta clientes e o que você pode fazer a respeito.

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Medo da anestesia do dentista

A percepção geral de que a anestesia gera medo e ansiedade nos pacientes já é um fato consolidado no mundo inteiro. Alguns estudos, entretanto, sugerem que muitos dentistas ignoram a importância em realizar o procedimento anestésico com o devido cuidado, principalmente quanto aos aspectos psicológicos do paciente. Do ponto de vista da percepção de valor, o modelo desenvolvido por Kaplan, Szybilo e Jacoby (1974) – também explicado no capítulo 2 do e-book Odontologia, 7 Lições Práticas, Lucrativas e Imediatas, faz referência a um tipo especial de “risco” percebido pelo cliente: o risco físico. Na prática, dentistas que não dão a devida atenção aos princípios de anestesia, tanto do ponto de vista técnico, quanto psicológico, geram mais estresse, medo e descredibilidade frente aos pacientes.

No momento em que atrair novos clientes, fidelizar os atuais e ter uma clientela sustentável se tornou fundamental para uma odontologia concorrida, vejo centenas de dentistas investindo em propagandas, marketing e imagem, mas esquecendo-se do trabalho de base: atender bem o cliente. Sou um grande defensor do papel de uma boa gestão, de usar métodos inteligentes de marketing para fidelizar clientes e atrair novos, mas, há anos, já venho repetindo uma frase: fazer bem feito não é diferencial para dentista. Fazer bem feito é obrigação.

Concomitante a parte técnica e científica bem desenvolvida, respeitando-se os princípios biológicos e de técnicas odontológicas indicadas, o dentista precisa usar os métodos de gestão e marketing para se fortalecer frente ao cliente, gerando credibilidade, empatia e, no final das contas, aumento de renda e crescimento financeiro.

Em recente revisão bibliográfica realizada por Costa e Cabral, 2012, “existem evidências que a atitude do dentista seja fator determinante de dor”. Outros estudos apontam que 89% dos pacientes consideram “muito relevante” a percepção à anestesia quanto a satisfação ou não do atendimento.

Uma conclusão pessoal é a de que dedicar tempo, carinho e atenção ao paciente durante a pré e pós anestesia gera melhores índices de avaliação da qualidade imediata do atendimento. Os dados coletados em nossa clínica nos levaram a concluir que apenas manter diálogo agradável e positivo com o cliente durante a anestesia gera menores níveis de ansiedade. Obviamente os requisitos técnicos de cada técnica anestésica influenciam, mas não é objeto desse artigo aprofundar em métodos anestésicos, menos ainda em discussões sobre esse importante momento para o paciente e para o tratamento odontológico em si.

Entretanto, solicitei permissão a um nobre amigo, Fernando Giovanella, que gentilmente cedeu uma aula fantástica sobre técnica anestésica do nervo Alveolar Inferior. Você poderá assistir logo abaixo.

Deixo novamente minha humilde colaboração, afirmando a todos que cuidar, acolher e lidar com delicadeza nesse momento crucial, pode ser tão eficaz quanto investir centenas de reais em propagandas, só que mais inteligente.

 

Práticas lucrativas na odontologia

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