Como receber indicações de outros Dentistas

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Receber Indicações

Se você é um daqueles dentistas que acredita que não se fazem mais “indicações” como antigamente, vai se surpreender com nossos resultados: muitos colegas vivem (muito bem) somente de indicações.  O que eles fazem? É o nosso tema desse artigo. Praticamente todos os dentistas gostariam de receber indicações de colegas, principalmente os especialistas. O que poucos ainda dominam os critérios que realmente fazem toda a diferença entre receber ou não indicações. Pense bem: se você fosse indicar um cliente a um outro dentista, qual seria o seu critério? E, ainda mais longe, qual seria o principal motivo que faria com que você continuasse a enviar outros casos para esse mesmo dentista? É isso que nos propomos a responder.

Existem duas formas de você receber indicações: ou você combina um valor pela indicação ou você cria laços que fortalecem essa parceria com base na confiança e segurança.

O Código de Ética Odontológico veda o pagamento de qualquer valor pela indicação de pacientes. Assim essa conduta é ilegal. Outro motivo para não apostar nela é que se uma parceria é formada com base em interesse financeiro, as chances de ela ir por água abaixo são muito grandes. De fato, se o único motivo pelo qual um profissional indica um paciente para um colega, não é raro surgir desconfiança entre eles. Além disso, sempre haverá uma queda de braço, onde um deseja pagar menos pela indicação, e o outro receber mais por ela. É fato, dezenas de vezes comprovado, que ainda paira sob esse tipo de parceria a busca constante por uma “oferta melhor”. Ou seja, essa parceria, mesmo que já seja condenada pelo Código de Ética, também é frágil e cheia de buracos.

É necessário considerar que o dentista indicador se expõe ao passar o paciente dele para o colega. Essa situação quase sempre gera muita insegurança e esse é o principal motivo pelo qual a indicação não é uma conduta tão comum assim. Obviamente que dentistas com poucos clientes não são grandes fontes de indicação, mas dentre aqueles que já tem clientela formada, o hábito de indicar só é comum quando dois profissionais entram em sintonia quanto a segurança do cliente.

Para que isso se torne um hábito em seu consultório existe uma ação que está totalmente sobre o seu alcance, e que deve manter suas indicações em níveis bem interessantes. Ao receber uma indicação, faça o seu melhor e, quando terminar, mande uma carta ou e-mail para o colega indicador, informando ele sobre a finalização do caso e o que foi feito. Isso deixará o indicador tranquilo e causará aquela sensação de segurança fundamental para que as indicações continuem.

Agora há algo que é ainda mais poderoso: mantenha contato com o paciente indicado, acompanhando o caso. Quando esse paciente retornar faça um breve relatório para o dentista que originalmente indicou o paciente para você. Caso esse paciente tenha alguma necessidade de tratamento, como uma profilaxia, recomende que ele retorne no dentista que o indicou para passar pela avaliação dele e, assim, você terá comprovado que merece continuar a receber indicações, deixará seu colega muito seguro e confiante em você e, de quebra, ainda pode retribuir a indicação ao diagnosticar necessidades no paciente que, agora, retorna ao dentista que iniciou o processo.

Como se vê, esse método todos ganham: quem indica, quem recebe a indicação e o paciente, que recebe atenção diferenciada.

Vamos resumir o processo de aumentar a indicação em passos:

  1. Prepare uma boa apresentação de seu trabalho, seus diferenciais, sua qualificação e seus principais parceiros (se houver);
  2. Aposte no network – vá a eventos, reuniões, converse com seus colegas e haja profissionalmente com eles. Deixe-os seguros de que você é um profissional que sabe o que está fazendo (alimentando parcerias);
  3. Ao tentar fechar uma parceria, foque em entender as necessidades do colega e exponha como você pode ajudar a resolver a necessidade dele – afinal, ele será o seu indicador;
  4. Recebeu uma indicação? Mantenha o colega sempre informado sobre o seu planejamento e sobre o tempo de tratamento que você vai precisar para terminar – lembre-se de passar segurança para o colega indicador;
  5. Ao finalizar o caso, encaminhe o paciente por escrito ao colega que indicou novamente, mas lembre-se de mandar um e-mail e um WhatsApp para ele. Avise também a secretária dele;
  6. Seja ético sempre: caso o paciente indicado volte até você para outros tratamentos, encaminhe ao colega de origem e avise ele. É melhor perder um caso clínico do que um parceiro para longa data.

 

Para complementar essa explicação, recomendo que assista ao vídeo aqui nessa página. Ele contém explicações um pouco mais detalhadas sobre o assunto.

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Ps2: se gostou desse artigo, encaminhe a um colega.

 

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